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segunda-feira, 5 de março de 2012

Nova S10 dá salto triplo à frente da primeira geração


Quando ela chegou ao Brasil, ainda comemorávamos o tetra (o penta ainda era um sonho distante) e estávamos de luto com a morte de Ayrton Senna um ano antes. Osama Bin Laden, o maior terrorista da história não passava de um nome desconhecido e imaginar as torres gêmeas do World Trade Center desmancharem no ar era coisa de cinema de ficção.


Quando ela inaugurou o segmento das picapes médias, os Mamonas Assassinas faziam sucesso nas rádios e a novela das oito “A Próxima Vítima” seguia o clichê do “Quem matou?” trazido pela popular Vale Tudo e a personagem Odete Roitman. Em 1995 – este foi o ano em que a S10 foi lançada –, a Volkswagen dominava as vendas no Brasil e a Fiat ainda não era páreo para ela nem para a GM. Usar etanol no carro era piada de mau gosto e motor flex, algo impossível de compreender. A montadora americana não só trazia a moderna picape como também colhia os frutos do bem sucedido Corsa e se preparava para lançar um marco de design e tecnologia, o Vectra.


Já deu para perceber como faz tempo que a atual S10 está entre nós. Quanta coisa vivemos nesse meio tempo, quantas mudanças aconteceram, menos na picape da Chevrolet, que andava prestes a entrar para o clube da Kombi, a encarnação motorizada de Oscar Niemeyer. Mas, 16 anos depois, a S10 mudou e de forma radical. Afinal, não havia como manter nada de um projeto tão antigo. Ou seja, esqueça qualquer comparação entre as duas gerações. É impossível. A General Motors demorou tanto para evoluir nesse segmento que é como comparar a TV de tubo (dos tempos de Senna) com uma tela plana Full HD de LED.

Como era de se esperar, os executivos da montadora só viram pontos positivos em deixar um produto tão envelhecido no mercado, afinal ela liderou o segmento durante esse tempo. Agora, que existe um veículo genuinamente moderno, faz todo sentido para eles brindar os consumidores com uma picape capaz de rivalizar com a precursora da onda dos utilitários potentes, mas confortáveis, a Toyota Hilux.

Mas a Hilux mudou o patamar do mercado há oito anos, ou seja, a S10 passou metade de sua carreira obscurecida pelo modelo japonês. O jeito foi se concentrar nas versões de entrada e aderir ao flex, uma opção que a concorrência não fez questão de oferecer.

Há que se valorizar a velha S10. Ela virou uma espécie de “Gol com caçamba”, capaz de servir às necessidades de clientes sem custar muito e sem deixá-lo na mão. Isso não isenta a GM de ter lançado uma sucessora na década passada, mas a falta de dinheiro e a crise na matriz impediram qualquer reação à Toyota.

Nome consagrado

Diferentemente da Volkswagen, que manteve o Gol robusto em linha junto com o G5, bem mais moderno, a GM decidiu partir do zero com a nova S10, nome que é uma exceção na estratégia global – em outros mercados o modelo é conhecido como Colorado. A montadora lançará versões novas em todos os segmentos, até mesmo os de entrada, com motor flex. De acordo com executivos da marca, a campanha de lançamento ocorrerá a partir do dia 26, logo após o Carnaval, e até o final de abril todas as versões já deverão estar disponíveis nas concessionárias (a chegada nas lojas será gradual). A velha S10 terá seu merecido descanso.

Aliás, não só a nova S10 ocupará todos os nichos da antiga como estreará em novos. Isso porque a picape oferecerá transmissão automática pela primeira vez, uma caixa de seis marchas com opção sequencial. Além dela, a mais cara da linha, haverá versões cabine simples e dupla, com tração 4x2 e 4x4, câmbio manual, motor flex e diesel. Nesses dois últimos casos, versões mais fortes e econômicas que antes. A marca acredita que venderá cerca de 4 mil unidades da nova S10 por mês, mas, diferentemente da divisão quase exata entre as comercializações de modelos flex e a diesel, acredita-se que a segunda opção citada conseguirá ter mais vendas.

O motor flex é uma evolução do 2.4 anterior, que mantém os 147 cv com etanol e 141 cv com gasolina, mas oferece mais torque. Já o motor 2.8 turbodiesel é uma nova geração, conhecida como Duramax no exterior, mas que aqui ganhou o batismo de CTDI e é produzido em conjunto com a empresa MWM. Com 180 cv de potência e 47,9 de torque máximo, é considerado pela GM o mais forte nesse sentido. O propulsor utiliza um turbo de geometria variável que se traduz numa oferta de potência e torque mais homogênea em qualquer rotação.

A montadora também trocou o câmbio manual de cinco marchas e trouxe uma inédita caixa automática de seis marchas, que consegue desempenho superior ao da versão “mecânica”.

Automóvel de carga

Mas o que deve chamar a atenção do consumidor é mesmo o visual e o interior de carro de passeio. Mais ainda que suas rivais diretas, como Amarok, L200 e Hilux, a nova S10 está mais urbana do que nunca. As linhas exteriores são leves, mas marcantes, assim como a picape da Toyota, que virou inspiração para todos os rivais.

Por dentro, o que se vê é painel e acabamento melhores que os de muitos sedãs. Além do espaço mais generoso, as versões mais caras exibem instrumentos com design refinado como o do ar-condicionado digital, além de tela multifuncional com câmera de ré e GPS. O painel de instrumentos traz molduras inspiradas no Camaro e volante com diversos comandos satélites embutidos. Não faltam porta-copos e soluções típicas de minivans e crossovers.

Mas, diferentemente destes últimos, a S10 ainda preserva a vocação de trabalho com uma caçamba volumosa (1.303 kg na cabine simples e 1.208 kg na dupla movidas a diesel). A tração 4x4 também evoluiu. Eletrônica, ela pode ser acionada em velocidade (na antiga, era preciso reduzir o passo). Há, também, mais tecnologia embarcada para a segurança ativa, como ABS com EBD e controle de estabilidade e tração na versão LTZ, a mais cara.

Na cola da concorrência

Segundo a GM, serão lançadas 12 versões da nova S10, com os acabamentos LS, LT e LTZ. A picape também passa a oferecer três anos de garantia, uma praxe da concorrência. O cronograma de lançamento prevê a chegada primeiro da versão cabine dupla com motor diesel, seguida da flex e da cabine simples. A idéia é completar a gama nos próximos dois meses.

Veja, abaixo, a tabela de preços de cada versão da nova S10:

Cabine Simples Preço
LS 4x2 Flex MT R$ 58.868
LS 4x4 Diesel MT R$ 85.400
LT 4x2 Flex MT R$ 61.890

Cabine Dupla
LS 4x2 Flex MT R$ 66.350
LT 4x2 Flex MT R$ 72.490
LT 4x2 Diesel MT R$ 97.900
LT 4x2 Diesel AT R$ 103.900
LT 4x4 Diesel MT R$ 109.500
LT 4x4 Diesel AT R$ 113.400
LTZ 4x2 Flex MT R$ 84.400
LTZ 4x2 Diesel AT R$ 117.400
LTZ 4x4 Diesel AT R$ 135.250
Fonte: iGCarros

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